
O antigo ciclista francês Laurent Fignon morreu esta terça-feira vítima de cancro, aos 50 anos, anunciou o grupo France Télévision, onde o ex-corredor era consultor de ciclismo.
Fignon já tinha revelado, no livro lançado em 2009, intitulado “Nós éramos jovens e inconsequentes”, que sofria de um cancro avançado no sistema digestivo. O ex-ciclista acabaria por admitir também o uso de anfetaminas e cortisona na sua carreira desportiva.
“Não quero morrer aos 50 anos, mas se o meu cancro for incurável, que posso fazer?”, disse em Janeiro numa entrevista à “Paris-Match”. “Amo a vida, adoro uma boa gargalhada, viagens, livros, boa comida. Sou um francês típico. Não tenho medo da morte, só não quero morrer”, acrescentou na mesma entrevista.
Considerado como um dos melhores ciclistas da década de 1980, Laurent Fignon tornou-se, em 1983, aos 22 anos, no ciclista mais novo em meio século a ganhar a Volta à França. Na ocasião, Fignon beneficiou da desistência por lesão de Bernard Hinault, que ganhou a prova cinco vezes.
“Estou muito sensibilizado. Era um combatente, batia-se pela vitória como eu, mas sempre mantivemos uma luta honesta, correcta. Mais uma vez, ele lutou [contra a doença] mas não ganhou”, disse Hinault à agência AFP. “Só guardo boas recordações dele. Mesmo sendo um concorrente combativo sobre a bicicleta, partilhamos muitos bons momentos. Sempre o vi contente, feliz de viver mesmo nos momentos mais difíceis”, acrescentou.
Laurent Fignon (1983, 1984) e Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982, 1985) são os dois últimos ciclistas franceses a vencer o Tour.
Lance Armstrong, sete vezes vencedor da volta à França, expressou a sua tristeza através da rede social Twitter. “Acabei de saber da morte de Laurent Fignon. Ele era um amigo e uma lenda ciclismo. Vamos sentir tua falta, Laurent”, escreveu
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