Apresentação da Equipa

Encontro-->Todos os domingos ás 08h30 em frente da Câmara Municipal da Maia.

Somos um grupo de BTT amador que existe desde Outubro de 2007, constituída por um grupo de Amigos que valoriza a prática deste desporto e as voltas domingueiras no norte país. A equipa terá como objectivos para o ano de 2012/2013 adquirir novos elementos. Queremos fazer crescer ainda mais este grupo, se gostas de BTT e te identificas com o conceito saudável e de companheirismo com o qual nos identificamos aparece, serás bem recebido.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Houve Estrela…………….




“Há uma estrela que cintila nas entranhas do vetusto granito beirão.....”

Foi, com mais, este mote, que o MaiaBttTeam, se representou, na 6ª Maratona de Beselga, e com este partilhamos um, brevíssimo, relato do ocorrido.

Segundo as informações, do IM, (Instituto de Meterologia), de possível temporal, no fim-de-semana de 13/15 de Novembro, para todo o País, nós, ainda mal refeitos do acontecido em Barcelos, pressentiam-nos de igual os objectivos para Beselga.

Chega o Sábado e com ele as melhorias climatéricas.

Obrigado pela logística da viagem, separo-me da “minha menina”, seguindo eu, bem mais confortável do que ela, num carro e ela noutro. Foi emotiva esta separação. Em contrapartida é a primeira a chegar ao destino.

A minha viagem sofre alguns percalços de orientação, não fosse da gaja do GPS, que insistia por trajectos diferentes do meu, teríamos chegado a horas decentes ao destino. Tardiamente instalados, demos inicio ao, tradicional, jantar de confraternização conjuntamente com as já conhecidas presenças nesta maratona.

Dia 13, e o porquê desta referência? Para quem, no meu caso, participou nas seis presenças, coincidem três, importantes, ocorrências. Joga Portugal, ou, Benfica, alguém festeja a sua data de nascimento, cabendo a esta última, o Jorge.

É na pequena sala de jantar, da estalagem, esgotada por arrojados betetistas, que se cantou os parabéns e ofertou-se bolo e champanhe. O aniversariante, tímido como o conhecemos, sentiu-se, em casa, rodeado de muitos congéneres da prática do pedal. Findo o repasto, quem quis pôs os telefonemas em dia, mesmo com algumas dificuldades das redes, deu-se um pequeno giro pela zona, com a habitual visita ao café, por nós escolhido para esta ocasião.

Termina-se a noite com uma visita à cave, da estalagem, e brinde da despedida, ofertado pelo dono da casa. Eu e o Jorge, acertávamos o dia D, na ida até à meta, descida de 6 km. Dúvidas??? Só mesmo a incerteza do tempo e a certeza do frio que se faz sentir, quase todos os dias, nestas, épocas e zonas Beirãs.

Dia D. Verifico o tempo pela janela, instável mas bom para pedalar, dou o alerta ao meu companheiro de quarto que, prontamente se levantou, carregado de vontade em trilhar os trilhos do Ceireiro. Discute-se o equipamento a levar, mas eu preparo-me para o previsto pelo IM.

Depois de um, reforçado, pequeno-almoço, descemos as “meninas”, que se encontravam encharcadas e geladas, (é o termo). Colocados os dorsais, 5 Jorge Leite e 340 Quedas, seguimos, três, rumo á meta da prova, após a saída dos restantes que foram de carro.

Impreterivelmente, às 09h, dá-se início à prova, que contava com 735 atletas, número este, após o alargamento das inscrições por parte da Organização, uma vez que o limite era de 500. Haveria mais, não fosse a humildade da Organização no gerir das suas capacidades de sucesso.

Uma novidade, (pelo menos para mim), marcou a prova, na introdução do CHIP electrónico, para controlar os tempos da Maratona e somente nesta, os restantes eram controlados pela forma normal.

Com um brinquedo novo no tornozelo, iniciamos a cruzada Beselguense, sem antes tentar encontrar os restantes Amigos da nossa digressão, que, pelo que se soube mais tarde, ainda estavam a equiparem-se.

Sobre o trajecto, no que me toca a observar, para além da sua dureza, foi igual a si mesmo, compreende-se o facto de a terra não ser muito grande e como tal a prova circundar os montes que banham a aldeia. Subida às eólicas é o “cancro” da prova, derrotando os mais incautos e domingueiros, acautelando os mais experientes. Engraçado de ouvir, um pouco por todo o pelotão, frases como; - aí está ela…..; fosgasssssssss, já fui; ó chefe, onde é o fim desta gaja???; ect…ect… resultando em algumas desistências mesmo antes do sentir, o zaaaaaz, zaaaaaz, das pás industriosas. No cimo desta reencontramo-nos e prosseguimos até à divisão da prova, sem antes trocar felicitações de praxe, onde cada um seguiu o seu objectivo. O Jorge na meia e eu na maratona.

Com os bites nos ouvidos, supero uma queda de açúcar, (uma infantilidade minha), durante 27 km, até ao último reforço, seguindo, já bem nutrido, até á meta, sem antes eu, e um adversário, entrarmos por um canal de água, desatentos às indicações no terreno. Falando destas, como sempre, nada a opor, e até, para quem me conhece, não me perdi.

Já na meta reencontro o Jorge pronto para pegar na minha “menina”, e seguir viagem, eu, (mais uma falha da minha cabeça), se tivesse posto o saco no carro do Jorge, não custaria esperar, como custou, pelos restantes companheiros.

Refeitos do esforço, seguimos viagem de regresso, satisfeitos com a, nossa prestação e a Organização.

Bom acolhimento e acompanhamento aos participantes na partida, chegada, e durante a prova, trajectos bem sinalizados e acessíveis a todos, que gostam do pedal, do envolvimento da população, nos, reforços e almoço final.

Despedida com auscultação, aos atletas, por parte da Organização, da sua satisfação referente à prova.

A lamentar; falha do apoio por parte dos bombeiros Locais. Estes não são pagos, mas solicitados para o evento, relegando a emergência, como aconteceu, tendo o atleta sido retirado do terreno por um elemento da Organização. Este reparo não atinge a mesma, mas a falta de sensibilidade e bom senso dos Soldados da Paz, com quem deveríamos contar.

Não chegariam duas paisagens para relatar a nossa prestação e satisfação, sentida, em mais uma presença neste evento. Houve uma estrela que cintilou, embelezou, harmonizou Beselga, não na chegada natalícia, mas na 6ª Maratona dos Caminhos do Cereiro. A beleza natural, cultural Beirã, contribuíram para mais um sucesso da prova, tendo o São Pedro, participado na mesma, obtendo um primeiríssimo lugar.

Para os restantes mebros, MaiaBttTeam, fica o desafio; a 7ª Maratona de Beselga.

Sentir é obter, explicar é um desafio.

Jorge Leite

E

Quedas





3 comentários:

sergio fernandes disse...

Excelente texto este,com tudo lá dentro!parabens!

Geotrilhos disse...

É verdade...

Aqueles kms finais foram intensos! De tal forma que nem reparámos nas fitas e entrámos pelo rio a dentro...
Aquela água estava gelada! No entanto acho que provocou uma reacção positiva nos meus músculos.
Acho que se não fosse o nosso "despique" tinha-me custado bastante mais.

Até breve...por esses trilhos.

Santix disse...

Afinal eras tu, o provocador do enorme sprint final.Obrigado pela companhia e pelobanho.