

“Até já ‘dopam’ miúdos!” e “andam criminosos a matar o ciclismo” são dois títulos que se podem ler na capa do jornal A Bola de hoje, dois títulos que dificilmente poderiam ser mais explícitos e verdadeiros.
A história pode ser contada em pouco tempo mas nunca será esquecida. João Pinto, cadete da ADRAP, e Daniel Freitas, júnior da mesma equipa, venceram as Voltas a Portugal dos seus escalões… com a ajuda de drogas proibidas no desporto, o chamado doping.
Por se tratarem de jovens, a Federação Portuguesa de Ciclismo agiu com cautela e conseguiu que apenas depois da contra-análise a notícia se tornasse pública, mas o segundo teste confirmou o resultado do primeiro. Agora, os dois jovens ficam sujeitos e graves suspensões, o que destruirá duas promissoras carreiras, carreiras essas que, pelos vistos, não foram criadas de forma limpa. Importante é também saber o que acontecerá aos responsáveis, uma vez que alguém colocou em perigo a vida de dois jovens, um de 16 anos e outro de 18. O doping mata, mas nalgumas mentes a vida de um miúdo vale menos do que uma taça e uma ida ao pódio.
De referir ainda que João Pinto foi campeão nacional de contra-relógio uma semana antes da Volta. Essa vitória torna-se agora suspeita, como todos os outros resultados que fizeram destes dois os vencedores dos rankings nacionais dos seus escalões, títulos que agora perderão, tal como todos os resultados conquistados posteriormente aos controlos positivos. Um dos resultados que Daniel Freitas perderá é o 5º lugar obtido no Campeonato Mundial.
Estes controlos positivos surgem no ano em que a Fullsport assumiu a organização das duas provas, apostando forte na luta ao doping. Aliás, a Fullsport criou também a Volta a Portugal de Masters, que, também segundo A Bola, teve dois controlos positivos, aguardando-se os resultados da contra-análise.
Informação retirada de: Ciclismo Digital
1 comentário:
SÓ DIGO O SEGUINTE:TRISTE,MUITO TRISTE
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